27 agosto 2016

Balanço de vítimas do sismo atualizado para 278


O número de vítimas mortais do sismo desta quarta-feira no centro de Itália foi esta sexta-feira atualizado para 278, um balanço ainda por fechar.

Ainda com os socorristas a escavar escombros, Itália observa este sábado um dia de luto nacional pelas vítimas do sismo que quarta-feira destruiu várias localidades das regiões da Umbria, das Marcas e de Lácio.

A contabilidade ainda por fechar dava esta sexta-feira conta de 278 mortos (nove estrangeiros) e 387 feridos, quando as réplicas continuavam a multiplicar-se, afetando as buscas - foram retiradas vivas dos escombros 215 pessoas, mas nenhuma desde quarta-feira à noite - e danificando mais ainda as vias de comunicação de uma região montanhosa de acesso já difícil.

O Governo declarou esta sexta-feira o estado de emergência, aprovou um apoio preliminar de 50 milhões e suspendeu os impostos nas zonas afetadas. Um funeral de estado terá lugar este sábado, com a presença do presidente Sergio Mattarella.

Na localidade de Amatrice, foram registadas 218 vítimas mortais. Em Arquata foram contabilizados 49 mortos, enquanto na zona de Accumoli morreram 11 pessoas, confirmou também a Proteção Civil italiana.

Fonte: JN

26 agosto 2016

Encontrados corpos de três mulheres em Tires



Os corpos das três jovens brasileiras dadas como desaparecidas desde o princípio do ano foram encontrados, esta sexta-feira, em adiantado estado de decomposição, num tanque na área de um hotel de cães, em Tires, concelho de Cascais.

Até ao momento, foi resgatado o corpo de Michelle Santana Ferreira, 28 anos, que estava grávida de três meses do alegado assassino, o namorado, também brasileiro Dinai Alves Mendes, ex-funcionário no hotel de animais, em Tires.

O suspeito confessou agora o triplo homicídio à Polícia Federal brasileira que, por sua vez, alertou a Polícia Judiciária, fornecendo o tanque exato onde estavam escondidos os corpos.

Além de Michelle, foram assassinadas a sua irmã, Lidiana Neves Santana, de 16 anos, e a amiga desta, Thayane Mendes Dias, de 21 anos.

Nas operações de resgate dos corpos estão mobilizados os Bombeiros Voluntários de Parede.


Fonte: JN

25 agosto 2016

Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha emite Agradecimento Público



O Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha emitiu um Agradecimento Público pela colaboração e ajuda de entidades públicas e privadas no combate aos incêndios que assolaram o Concelho e a Região no mês de Agosto.

António Loureiro lembra que foram ameaçadas diversas áreas do território municipal, “designadamente a Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, onde o combate às chamas foi de elevado risco”. O Presidente da Câmara refere que graças ao “esforço árduo de todos os intervenientes, que importa reconhecer e agradecer”, foi possível impedir prejuízos mais graves, quer materiais, quer humanos.

“A todos, Corpo de Bombeiros de Albergaria-a-Velha, Órgãos Sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha e restantes Corporações que participaram no combate às chamas, Proteção Civil, Exército Português, Equipa de Logística, Empresas e Associações/Coletividades que prontamente apoiaram os Bombeiros, Colaboradores da Câmara Municipal, Presidentes e Colaboradores das Juntas de Freguesia afetadas, Afocelca, AdRA, GNR e população em geral, quero deixar aqui o meu sincero agradecimento e profundo reconhecimento por todo o esforço e pelo excelente trabalho realizado”, pode ler-se no comunicado, que foi subscrito por unanimidade na última reunião da Câmara Municipal.

António Loureiro deixou ainda uma palavra de solidariedade a toda a população afetada pelos incêndios.


25-08-2016

24 agosto 2016

Incêndio em prédio perto do Largo do Rato, em Lisboa


Os Bombeiros Sapadores de Lisboa confirmaram que está a deflagrar um incêndio num prédio no Rato.



Um edifício habitacional na Rua do Sol ao Rato, em Lisboa, está a arder. Segundo contou fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa ao Notícias ao Minuto, não se sabe se o apartamento em causa está habitado.

O alerta foi dado um pouco depois das 20 horas e os bombeiros estão no local.

Fonte: Notícias ao Minuto

19 agosto 2016

Aviso de Sismo Sentido no Continente 19-08-2016 12:44

Informação Sismológica Aviso de Sismo Sentido no Continente 19-08-2016 12:44 O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 19-08-2016 pelas 12:44 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.1 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 80 km a Oeste de Peniche.Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) na região de Mafra e em Lisboa.Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.A localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas. Agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes. Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigida s posteriormente, pela integração de mais informação.

Fonte: IPMA

S. Pedro do Sul: PSD critica presidente da Câmara sobre incêndio que devastou o concelho

Os Deputados do PSD do distrito de Viseu, na Assembleia da República, e a Comissão Política do PSD de São Pedro do Sul, face ao terror que se viveu nos últimos dias no concelho, visitaram hoje, acompanhados pelos presidentes de Junta de freguesia, a área ardida do concelho, numa extensão aproximada de 17.000 ha. Trata-se da maior área florestal ardida desde sempre no concelho de São Pedro do Sul, incluindo diversas habitações, instalações, máquinas e alfaias agrícolas e, ainda múltiplas pastagens de animais.

A primeira palavra é de “total solidariedade com as populações de São Pedro do Sul, que perderam muitos dos seus bens e sofreram momentos de grande preocupação e tristeza pela tragédia ocorrida”.

A segunda palavra de solidariedade vai para “os nossos bombeiros, escuteiros de vários agrupamentos e população em geral, pelo esforço e empenho que tiveram no combate e no apoio diverso a estas imensas chamas”.

Os sociais-democratas lembram que durante o incêndio, assistiu-se a dezenas de intervenções públicas do Presidente da Câmara, Vítor Figueiredo, nas rádios, televisões e jornais, “saltando de aldeia em aldeia, justificando-se sobre o que estava a acontecer, ao ponto do Sr. Primeiro Ministro ter decidido abrir um inquérito sobre este incêndio florestal”.

“Na visita de hoje, depois de ouvirmos e contactarmos com as populações, entidades locais e regionais, constatámos que há uma perspectiva partilhada por todos – houve condições para apagar o incêndio quando este chegou ao concelho de S. Pedro do Sul, e isso não aconteceu”, referem.

Os sociais-democratas adiantam “a autoridade máxima de proteção civil no concelho é o Sr. Presidente de Câmara, e que lhe fica muito mal culpar os outros agentes de Proteção Civil, quando a responsabilidade é sua, pois tinha conhecimento de todas as informações das autoridades regionais e nacionais sobre o desenvolvimento que o incêndio de Arouca tomava, e sobre o seu avanço para o concelho de S. Pedro do Sul”.

Os sociais-democratas consideram ser pertinente fazer algumas perguntas sobre o que aconteceu:

“Primeira pergunta: Por que razão o Sr. Presidente da Câmara não convocou uma reunião de emergência da comissão municipal da defesa da floresta, no sentido de planear atempadamente a estratégia de combate ao referido incêndio?

A resposta parece-nos óbvia – Só por incompetência é que esta reunião não existiu, a qual incluía os agentes de proteção civil como GNR, Juntas de Freguesia, Bombeiros, Sapadores florestais, ICNF, militares, etc e, dessa forma e com a antecedência devida teria sido possível anular o incêndio atempadamente.

Segunda pergunta: Por que razão o Sr. Presidente da Câmara não envolveu as técnicas do município ligadas ao GTF, no desenvolvimento e acompanhamento do incêndio, uma vez que as mesmas são especializadas e conhecedoras da realidade florestal, dos equipamentos, infraestruturas e dos agentes de segurança?

É inexplicável este comportamento de falta de confiança, responsabilidade e consideração para com estas profissionais que tão bom trabalho têm desenvolvido.

Terceira pergunta: Qual o motivo por que não assumiu a Câmara a responsabilidade, como era sua obrigação, da confecção (na cantina do Centro Escolar) e distribuição das refeições aos bombeiros, libertando estes para as operações inerentes ao combate?

Também aqui não se percebe esta desconsideração e fuga às responsabilidades numa matéria de extrema importância, que garante as melhores condições físicas e de operacionalidade aos bombeiros.

Quarta pergunta: Por que razão o Sr. Presidente da Câmara não accionou o plano municipal de emergência quando a situação era incontrolável e havia necessidade de reforços de meios exteriores ao concelho?

Neste caso, a justificação, uma vez mais, é de incompetência e falta de sensibilidade para perceber que quando vidas humanas, habitações, múltiplas pastagens de animais e outros bens estão em causa, não se deve olhar a meios nem a custos para as salvaguardar.

No que diz respeito ao futuro, é determinante que a Câmara Municipal se empenhe e envolva as juntas de freguesia para garantir, por parte do governo, todos os meios financeiros e logísticos no sentido de minimizar os graves prejuízos que as populações tiveram e garanta em simultâneo a reposição de infraestruturas danificadas, a protecção do solo e o ordenamento florestal eficaz.

Em conclusão, afirmamos que, esta tragédia aconteceu por negligência do Presidente de Câmara, e estamos extremamente preocupados com situação daí resultante que virá a ter consequências futuras na vida económica, turística e social do concelho.


Pela nossa parte tudo faremos para ajudar e exigir que este território e as suas populações tenham os apoios necessários e merecidos por parte das entidades competentes.”

Fonte: Viseu Mais

Associação dos Baldios e Agricultores da Região de Viseu aponta causas para os recentes incêndios


A BALAGRI - Associação dos Baldios e Agricultores da Região de Viseu, perante a tragédia dos incêndios que atingiu uma vez mais o país, “manifesta a sua solidariedade para com as populações atingidas e considera necessária a intervenção imediata do Governo com vista a assegurar o accionamento de medidas de excepção para acudir a estas mesmas populações, designadamente aos pequenos e médios agricultores e produtores florestais”.

No distrito, só no concelho de Viseu, contam-se já mais de um milhar de hectares de área ardida, particularmente nas freguesias de Torredeita e dos Coutos. No concelho de S. Pedro do Sul, a catástrofe atingiu não só a floresta mas também gado, apiários, casas de habitação e de lavoura, redes de água, de electricidade e comunicações.

A BALAGRI entende que a ocorrência dos incêndios que têm assolado o país resulta de vários factores, dos quais destaca:

1 – Abandono forçado das populações dos meios rurais, cujo êxodo conduziu a elevados níveis de despovoamento, devido não só à falta de apoios aos pequenos e médios produtores agrícolas/florestais, como, também, ao encerramento de serviços públicos básicos;

2 – Falta de ordenamento florestal com excessivo e crescente recurso à monocultura seja de pinheiro, seja de eucalipto, com clara predominância deste último;

3 – Falta de limpeza das matas privadas, públicas e comunitárias (incumprimento por parte do estado nas responsabilidades que lhe cabem, quer nas florestas públicas, quer na gestão participada nos baldios);

4 – Não inclusão estruturada das populações rurais na ajuda ao combate dos incêndios;

5 – Reduzido número de Equipas de Sapadores Florestais-ESF;

6 – Inexistência de um efectivo planeamento em matéria das redes primárias e secundárias (estradas e faixas de gestão de combustíveis);

7 – Aumento significativo do fosso financeiro entre a prevenção e o combate (menos dinheiro para a prevenção, mais dinheiro para as empresas de combate aéreo).

Da análise destas causas salienta-se a necessidade por parte do governo de promover:

1- Políticas de apoio à fixação das populações nos meios rurais através de:

– Apoios à pequena e média agricultura, garantindo escoamento dos produtos agrícolas/florestais a preços justos, nomeadamente do material lenhoso queimado;

– Abertura/reabertura de serviços públicos;

– Revisão da lei que liberaliza a plantação de eucaliptos com a criação de incentivos compensatórios aos produtores florestais que optem pela plantação de espécies autóctones, de forma a combater a monocultura, designadamente do eucalipto, eliminando a perda de rendimento durante o período em que não se verifique qualquer retorno por parte das culturas instaladas.

2-O aumento do financiamento na prevenção dos fogos florestais designadamente na criação de novas equipas de sapadores florestais e na criação de um planeamento de redes primárias e secundárias. Estas medidas provocarão obrigatoriamente a diminuição de despesas no combate directo aos incêndios.

A BALAGRI, “face a esta situação, reclama outra política agrícola e florestal e a definição da defesa da floresta portuguesa como desígnio nacional para da ajuda imediata às populações atingidas”.

Fonte: Viseu Mais