18 outubro 2017

Pedrógão: EDP na origem das chamas e um segundo fogo fora dos registos oficiais

Uma linha de média tensão da EDP esteve na origem do grande incêndio de Pedrógão Grande e um dos dois fogos que esteve na origem dessas chamas nem sequer aparece nos registos oficiais. A conclusão é do relatório encomendado pelo Ministério da Administração Interna à Universidade de Coimbra.

O documento com quase 250 páginas é muito crítico quanto ao combate a este fogo que matou 65 pessoas e feriu mais de 200.

A equipa da Universidade de Coimbra garante que o incêndio mais grave daquele dia, 17 de junho, nasceu de duas ignições que terão sido causadas por contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão. E logo aí começa o tom altamente crítico do relatório ao sublinhar que essa origem das chamas revela, desde logo, "uma deficiente gestão de combustíveis na faixa de proteção da linha, por parte da entidade gestora", a EDP.

Os especialistas são claros a dizer que as faixas de proteção da rede elétrica de média tensão da EDP não estão "devidamente cuidadas" pelo que a empresa deve aumentar a fiscalização.

Os técnicos da Universidade de Coimbra contactaram a empresa durante a realização do relatório e concluíram, afastando as causas naturais (raios) ou humanas, que "de acordo com os dados de que dispomos temos a convicção fundamentada de que os dois focos de incêndio terão sido causados, a horas diferentes, por contactos entre a vegetação e a linha elétrica de média tensão".

Perante estas conclusões, o documento vai mais longe e admite que mais incêndios, pelo país, podem ter a mesma origem: "A falta de manutenção destas faixas faz com que existam ao longo dos muitos quilómetros de linhas que percorrem todo o território e o abastecem de energia elétrica, pontos ou zonas em que a distância entre os cabos e a vegetação é inferior à requerida para que em dias de vento o movimento dos cabos e da vegetação não dê origem a toques entre ambos, que podem originar descargas elétricas e causar incêndios".

O mistério do fogo de Regadas

Outro problema grave foi o combate inicial ao fogo que, afinal, diz o relatório, nasceu de duas ignições: uma, já se sabia, em Escalos Fundeiros e outra em Regadas, sendo em Regadas que está um dos maiores mistérios deste caso.

O combate às chamas com origem em Escalos Fundeiros teve muitos problemas e falta de meios, mas sobre Regadas o relatório tem o seguinte parágrafo:

"O incêndio de Regadas foi menosprezado, tendo até à junção com o incêndio de Escalos Fundeiros, apenas um meio pesado de combate terrestre dedicado. Não há registo oficial deste incêndio, que foi de grande relevância e várias entidades desconheciam até a sua existência."

Ou seja, este fogo de Regadas teve apenas um veículo de bombeiros a combatê-lo de início e era, até agora, desconhecido.

Mais à frente o relatório acrescenta que "não se compreende porque não foi considerada uma nova ocorrência com gestão independente da ocorrência de escalos Fundeiros, o que lhe daria outra relevância e lhe proporcionaria mais meios".

Os especialistas vão mais longe e dão o exemplo de outro incêndio, menos grave, no mesmo dia, em Pinheiro do Bordalo, "que teve ficha de ocorrência própria e 4 viaturas, fazendo com que a área ardida fosse de 10 metros quadrados".

Sobre Regadas, o documento sublinha: "Tal como o incêndio de Escalos Fundeiros, ou o fogo era dominado antes do episódio de vento das 18h05, ou o controlo da situação era irremediavelmente perdido".

Carregue neste link se quiser conhecer outras causas apontadas neste novo relatório sobre o que aconteceu na tragédia de Pedrógão Grande.


Fonte: TSF

17 outubro 2017

Fogo queimou fábrica da Sanindusa. “Não houve ajuda” de ninguém

Administrador da empresa de cerâmica sanitária garante à Renascença que nenhum funcionário ficará desprotegido.
A Sanindusa, empresa portuguesa de cerâmica sanitária que utiliza tecnologia de ponta e exporta 70% da produção, foi uma das afectadas pelos incêndios de domingo, dia 15. O administrador queixa-se de não ter recebido ajuda de ninguém para combater as chamas.
“Foram vários os contactos [com os bombeiros e a Protecção Civil]. Eu próprio tentei. Por ser uma produtora de cerâmica, tem fornos a trabalhar a cerca de 1200 graus e temos toneladas de gás lá e nem isso a Protecção Civil se preocupou em proteger”, critica na entrevista em directo na Manhã da Renascença.
O fogo chegou a meio da tarde a uma zona que, segundo Luís Ribeiro, “é extraordinariamente bem cuidada, inserida numa zona industrial – da Tocha – que está bastante limpa, tem corta-fogos e tudo aquilo que nós costumamos dizer que falta em termos de protecção”.
“O que é facto é que o fogo chegou lá, porque as labaredas eram enormes e não tivemos absolutamente ninguém, nem dos bombeiros nem da Protecção Civil”, reforça.
A unidade fabril da Tocha (Cantanhede, distrito de Coimbra) tem cerca de 30 mil metros quadrados e ficou destruída. Ali trabalham 140 pessoas. Os prejuízos podem superar os 25 milhões de euros.
O administrador diz que só dentro de “um ano, ano e meio” aquela fábrica poderá voltar a funcionar, pois “vai ser toda deitada abaixo, praticamente”.
Quanto aos trabalhadores, “alguns serão reintegrados na unidade de Aveiro, outros ficarão lá porque precisaremos deles e para outros teremos de utilizar alguns apoios, que neste momento não consigo tão pouco avaliar”.
Uma coisa garante Luís Ribeiro: “não deixaremos as pessoas desprotegidas. Isso não”.
Esta é apenas uma das consequências gravosas dos incêndios que têm fustigado o país. Só entre domingo e segunda-feira arderam 81 mil hectares de floresta, mas o total de área ardida até esta terça-feira, dia 17, já supera os 351 mil hectares (quase metade de toda a área ardida em toda a União Europeia).
Os incêndios deste ano mataram 100 pessoas.
Ao nível material, arderam dezenas de habitações, muitas de habitação permanente, e milhares de hectares área de cultivo. Morreram também muitos animais e várias estradas estiveram cortadas, bem como a linha ferroviária da Beira Baixa. As comunicações também foram afectadas.

Fonte: Renascença

10 outubro 2017

Governo reabre 72 postos de vigia das florestas

O Ministério da Administração Interna anunciou a reativação, a partir de quarta-feira, de 72 postos de vigia da GNR e o alargamento dos contratos dos meios aéreos até ao final do mês de outubro devido aos incêndios.


Em comunicado, o MAI adianta que foi reativada a rede primária de postos de vigia da GNR, passando a estar os 72 postos desta rede em funcionamento entre quarta-feira e 31 de outubro.

A medida foi anunciada depois de, nesta terça-feira, o JN ter noticiado que apesar de o Governo ter decidido prolongar o período crítico dos incêndios e de só na primeira semana de outubro se terem registado quase 900 fogos, a rede de postos de vigia nas florestas fechou.

O sistema conta com 231 torres de vigilância e é ativado a 15 de maio, sendo reforçado na Fase Charlie, a mais crítica dos incêndios, entre 1 de julho e 30 de setembro.

Fonte: JN

Governo admite reabertura postos de vigilância de incêndios até amanhã

Foto: Google

No Fórum TSF, o secretário de Estado da Administração Interna adiantou que a GNR está a avaliar a hipótese de, até amanhã, reabrir os postos encerrados.



Em declarações à TSF, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, desvalorizou impacto da desativação, desde o início do mês, dos postos de vigia na floresta portuguesa, mas admitiu, no entanto, reabrir alguns dos postos encerrados há cerca de duas semanas.

"Está previsto, se se mantiver estas condições de tempo, poder reativar a rede primária de postos de vigia e isso está a ser tratado pela Guarda Nacional Republicana (GNR)", revelou o secretário de Estado, no Fórum TSF.

"A rede primária de postos de vigia pode ser reativada brevemente, hoje ou amanhã", declarou Jorge Gomes.

O Secretário de Estado adiantou ainda que a GNR vai avaliar a necessidade de contratação de mais efetivos para a rede de vigilância das florestas.

Fonte: TSF

09 outubro 2017

Dois feridos em acidente com viatura de combate às chamas em Arganil (em actualização)


Incêndios: Bombeiros feridos em Arganil livres de perigo

Os dois bombeiros voluntários de Cantanhede que hoje sofreram ferimentos no concelho de Arganil, quando estavam no combate ao incêndio que deflagrou em Pampilhosa da Serra, não correm risco de vida, disse o comandante da corporação.

Os bombeiros, de 41 e 38 anos, sofreram ferimentos na sequência de um despiste de um camião tanque que se despistou cerca das 14:20, na zona de Teixeira, caindo por uma ribanceira com cerca de 30 metros.

Os dois elementos foram transportados num helicóptero do INEM para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde às 20:00 ainda se encontravam a aguardar pela realização de exames médicos.

"Apresentam muitas escoriações, mas aparentemente não correm risco de vida, encontrando-se no serviço de Urgência dos CHUC", adiantou à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, José Oliveira.

O fogo, que teve início pelas 23:20 de sexta-feira, em povoamento florestal próximo de Castanheiro, localidade da freguesia de Fajão e Vidual, no município de Pampilhosa da Serra, alastrou ao concelho de Arganil.

Às 19:55, as chamas estavam a ser combatidas por 646 operacionais, apoiados por 197 veículos, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Fonte: Notícias ao Minuto

Acidente com camião dos bombeiros faz dois feridos em Arganil

Dois bombeiros voluntários de Cantanhede ficaram feridos, um deles com gravidade, na sequência de um despiste em Arganil nas operações de combate ao incêndio que começou em Pampilhosa da Serra e que alastrou àquele município.

O comandante da Proteção Civil Carlos Pereira disse à TSF que o acidente se verificou cerca das 14h20, junto à localidade de Teixeira.

O camião tanque dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede despistou-se por uma ribanceira com cerca de 30 metros.

Os bombeiros que seguiam a bordo, de 41 e 38 anos, sofreram politraumatismos, sendo que um deles se encontra em estado grave.

O fogo alastrou-se ao concelho de Arganil e mantinha, às 15h40, quatro frentes ativas sem ameaçar povoações. Está a ser combatido por 646 operacionais, apoiados por 196 veículos e seis meios aéreos.

Fonte: TSF

Dois feridos em acidente com viatura de combate às chamas em Arganil


Um acidente com um veículo ligeiro de combate a incêndios fez hoje dois feridos, um em estado grave, em Teixeira, concelho de Arganil.

Fonte: SIC Notícias

06 outubro 2017

Sismo de 5,9 no Japão abala a costa de Fukushima

Esta é a segunda vez que a terra treme no Japão esta sexta-feira.


Um forte sismo atingiu o nordeste do Japão perto da costa de Fukushima, mas sem registo de danos materiais ou humanos.

A Agência meteorológica do Japão disse não existir o perigo de 'tsunami' e referiu ainda que o abalo foi registado cerca da meia-noite e com uma magnitude preliminar de 5,9 na escala de Richter.

O epicentro foi detetado no oceano, a cerca de 50 quilómetros de profundidade.

Os efeitos do sismo foram sentidos em Tóquio, a capital do Japão e a cerca de 250 quilómetros do epicentro.

A televisão pública NHK referiu que a circulação dos comboios locais foi temporariamente interrompida para inspeções de segurança, mas retomada pouco depois.

A empresa que opera na danificada central nuclear de Fukushima referiu não ter sido detetada qualquer anormalidade.

Fonte: TSF

Fogos florestais em Ansião e Pombal mobilizam oito meios aéreos

Dois incêndios nos concelhos de Ansião e Pombal, no distrito de Leiria, estão a mobilizar hoje à tarde oito meios aéreos, configurando uma situação "complicada", segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria.


De acordo com a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, os dois fogos deflagraram perto das 14:00.

No incêndio que deflagrou em povoamento florestal, em Pipa, na freguesia de Vila Cã, no concelho de Pombal, estavam no terreno, às 15:30, 102 elementos, apoiados por 24 veículos e cinco meios aéreos.

Em Ansião, na localidade de Casalinho, freguesia de Avelar, o fogo também deflagrou em povoamento florestal e está a mobilizar 98 elementos, apoiados por 26 veículos e três meios aéreos.

Fonte do CDOS referiu apenas que a "situação está muito complicada".

Fonte: Notícias ao Minuto